Às vezes tudo o que eu quero é me desculpar.
Às vezes, eu queria que ninguém se importasse tanto assim.
Às vezes, eu queria estar à milhões de milhas daqui,
perto do único que parece escrever sobre mim.
Às vezes eu me pergunto se eu sou assim,
e os remédios não me deixarão usar a doença como desculpa.
Às vezes eu sorrio como se nada importasse.
Às vezes, eu choro como se eu só tivesse força para isso.
Às vezes, eu acho que sou forte, que aguento tudo.
Às vezes, eu acho que sou fraca, que não aguento mais.
Às vezes, eu quero manter meus sonhos.
Às vezes, acho que não vale mais a pena, que não há chances.
Às vezes, eu perco a esperança.
Às vezes, tem gente por perto pra me ajudar. Outras não.
Às vezes, eu me sinto confiante.
Às vezes, eles fazem-me sentir como se isso valesse a pena.
Às vezes, tudo o que eu quero fazer é desistir.
Às vezes, eu acho que isso é só uma fase.
Às vezes, eu entendo que isso sou eu, que não dá pra mudar.
Às vezes, eu acho que isso vai durar pra sempre.
Às vezes, eu tento me convencer que tudo vai ficar bem.
Às vezes, realmente acho que nada mais pode dar certo.
Às vezes, eu fico sem palavras.
Às vezes, eu falo tanto que chega a irritar os outros.
Às vezes, posso ser simpática e fazer novos amigos.
Às vezes, eu nem sou capaz de manter aqueles que amo.
Às vezes, sinto calma, paz de espiríto.
Às vezes, o desespero e o anseio tomam conta de mim.
Às vezes, a raiva e a angústia parecem ser do que sou feita.
Às vezes, tudo isso vai embora com simples palavras.
Às vezes, tudo sobre ele parece bobo demais.
Às vezes, ele parece ser a única coisa que importa.
Às vezes, sinto como se isso tudo fosse um drama.
Às vezes, eu queria não ter contado nada pra ninguém.
Às vezes, eu queria sofrer sozinha, quieta.
Às vezes, tenho vontade de berrar para que todos me deixem sozinha.
Às vezes, irrito as pessoas.
Às vezes, sou tudo que elas precisam.
Às vezes, tenho medo de todas as pequenas coisas.
Às vezes, sou tão corajosa que poderia fugir de casa.
Às vezes, eu não queria ser tão dois lados.
Às vezes, não queria ter que fazer decisões.
Às vezes, quero tomar todas as providências pra seguir meu rumo.
Às vezes, tudo que é certo para mim, parece errado para o resto.
Às vezes, eu queria me empanturrar e beber todo o abscinto do mundo.
Às vezes, simplesmente não tenho fome, nem sede.
Às vezes, a raiva me faz ter reações exageradas
Às vezes, eu nem tenho forças para reagir.
Às vezes, eu não quero magoar, não quero decepcionar.
Às vezes, sinto que sou infeliz, mas não mereço.
Às vezes, eu sinto que estou fazendo mal demais.
Às vezes, sei que sou feliz, mas não mereço.
Às vezes, eu sinto que não mereço as amizades que tenho.
Às vezes, tenho medo de perder aqueles que amo.
Às vezes, eu sei que eles são tudo que tenho.
Às vezes, sinto que não vou poder salvar meu héroi.
Às vezes, sinto que eles acham que eu não dou valor.
Às vezes, sinto que estou descarregando minha raiva neles.
Às vezes, eu queria poder dizer o quanto eu os amo.
Às vezes, eu sinto que nem isso seria possível.
Às vezes, eu queria poder escrever sobre tudo.
Às vezes, queria ter tempo.
Às vezes, eu queria ter o tempo.
Às vezes, eu queria poder dizer "Eu lamento".
Às vezes, eu queria poder prometer e cumprir.
Às vezes, eu queria não ter aprendido a mentir.
Às vezes, não queria aprender a como dizer sim.
Às vezes, eu quero dizer não, mas não sei como.
Às vezes, pequenas coisas me fazem sorrir.
Às vezes, nem as grandes arrancam um pequeno sorriso.
Às vezes, queria dizer "Desculpe" e realmente não cometer o mesmo erro.
Às vezes, eu só queria que angústia fosse embora.
Às vezes, quero que ela fique, assim, eu tenho em o que pôr a culpa.
Às vezes, quero ter mais um motivo para chorar.
Às vezes, tudo que eu preciso é um abraço.
Às vezes, tudo que eu quero é distância.
Às vezes, eu queria que entendessem que eu não faço por mal.
Às vezes, eu não posso mais fingir que isso não é real.
Às vezes, eu me sinto como uma doente.
Às vezes, eu quero matar aqueles que me julgam e não ajudam.
Às vezes, eu sonho alto.
Às vezes, tenho pesadelos que levam aos mais profundos medos.
Às vezes, eu rio por não ter mais opções.
Às vezes, choro por não saber o que fazer.
Às vezes, eu queria saber escolher entre o certo e o errado.
Na maioria das vezes, sinto que deveria estar longe aqui.