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28 November 2009 @ 05:56 pm
Estou começando antes do ano acabar. É hora de analisar as "2009 resolutions" e ver o que de fato foi feito; riscar o que alcançamos e reforçar o que ainda se quer. A retrospectiva ohnine está vindo e isso de certa forma é bom. Ainda não percebi se realmente houveram muitas melhoras, mas estou cortando certos problemas pela raiz; e por incrível que pareça por "problemas" eu quero dizer "amigos", já que os outros não tem como deletar.

Chega de influências ruins e má decisões. Estou transferindo posts para [info]anchoredshirts e chega. É, o nome de um blog não muda na hora de mudar sua vida? Não sei. Só sei que dizem que as grandes mudanças começam com pequenos detalhes. Tá na hora de sorrir e realmente estar feliz. Não tenho ninguém a culpar pelo drama e pelos problemas. Só está na hora da tão esperada "change".
 
 
listening to: renato russo - strani amori
 
 
21 November 2009 @ 11:37 pm
Às vezes tudo o que eu quero é me desculpar.
Às vezes, eu queria que ninguém se importasse tanto assim.
Às vezes, eu queria estar à milhões de milhas daqui,
perto do único que parece escrever sobre mim.

Às vezes eu me pergunto se eu sou assim,
e os remédios não me deixarão usar a doença como desculpa.
Às vezes eu sorrio como se nada importasse.
Às vezes, eu choro como se eu só tivesse força para isso.

Às vezes, eu acho que sou forte, que aguento tudo.
Às vezes, eu acho que sou fraca, que não aguento mais.
Às vezes, eu quero manter meus sonhos.
Às vezes, acho que não vale mais a pena, que não há chances.

Às vezes, eu perco a esperança.
Às vezes, tem gente por perto pra me ajudar. Outras não.
Às vezes, eu me sinto confiante.
Às vezes, eles fazem-me sentir como se isso valesse a pena.

Às vezes, tudo o que eu quero fazer é desistir.
Às vezes, eu acho que isso é só uma fase.
Às vezes, eu entendo que isso sou eu, que não dá pra mudar.
Às vezes, eu acho que isso vai durar pra sempre.

Às vezes, eu tento me convencer que tudo vai ficar bem.
Às vezes, realmente acho que nada mais pode dar certo.

Às vezes, eu fico sem palavras.
Às vezes, eu falo tanto que chega a irritar os outros.
Às vezes, posso ser simpática e fazer novos amigos.
Às vezes, eu nem sou capaz de manter aqueles que amo.

Às vezes, sinto calma, paz de espiríto.
Às vezes, o desespero e o anseio tomam conta de mim.
Às vezes, a raiva e a angústia parecem ser do que sou feita.
Às vezes, tudo isso vai embora com simples palavras.

Às vezes, tudo sobre ele parece bobo demais.
Às vezes, ele parece ser a única coisa que importa.

Às vezes, sinto como se isso tudo fosse um drama.
Às vezes, eu queria não ter contado nada pra ninguém.
Às vezes, eu queria sofrer sozinha, quieta.
Às vezes, tenho vontade de berrar para que todos me deixem sozinha.

Às vezes, irrito as pessoas.
Às vezes, sou tudo que elas precisam.
Às vezes, tenho medo de todas as pequenas coisas.
Às vezes, sou tão corajosa que poderia fugir de casa.

Às vezes, eu não queria ser tão dois lados.
Às vezes, não queria ter que fazer decisões.
Às vezes, quero tomar todas as providências pra seguir meu rumo.
Às vezes, tudo que é certo para mim, parece errado para o resto.

Às vezes, eu queria me empanturrar e beber todo o abscinto do mundo.
Às vezes, simplesmente não tenho fome, nem sede.
Às vezes, a raiva me faz ter reações exageradas
Às vezes, eu nem tenho forças para reagir.

Às vezes, eu não quero magoar, não quero decepcionar.
Às vezes, sinto que sou infeliz, mas não mereço.
Às vezes, eu sinto que estou fazendo mal demais.
Às vezes, sei que sou feliz, mas não mereço.

Às vezes, eu sinto que não mereço as amizades que tenho.
Às vezes, tenho medo de perder aqueles que amo.
Às vezes, eu sei que eles são tudo que tenho.
Às vezes, sinto que não vou poder salvar meu héroi.

Às vezes, sinto que eles acham que eu não dou valor.
Às vezes, sinto que estou descarregando minha raiva neles.
Às vezes, eu queria poder dizer o quanto eu os amo.
Às vezes, eu sinto que nem isso seria possível.

Às vezes, eu queria poder escrever sobre tudo.
Às vezes, queria ter tempo.
Às vezes, eu queria ter o tempo.
Às vezes, eu queria poder dizer "Eu lamento".

Às vezes, eu queria poder prometer e cumprir.
Às vezes, eu queria não ter aprendido a mentir.
Às vezes, não queria aprender a como dizer sim.
Às vezes, eu quero dizer não, mas não sei como.

Às vezes, pequenas coisas me fazem sorrir.
Às vezes, nem as grandes arrancam um pequeno sorriso.
Às vezes, queria dizer "Desculpe" e realmente não cometer o mesmo erro.
Às vezes, eu só queria que angústia fosse embora.

Às vezes, quero que ela fique, assim, eu tenho em o que pôr a culpa.
Às vezes, quero ter mais um motivo para chorar.
Às vezes, tudo que eu preciso é um abraço.
Às vezes, tudo que eu quero é distância.

Às vezes, eu queria que entendessem que eu não faço por mal.
Às vezes, eu não posso mais fingir que isso não é real.
Às vezes, eu me sinto como uma doente.
Às vezes, eu quero matar aqueles que me julgam e não ajudam.

Às vezes, eu sonho alto.
Às vezes, tenho pesadelos que levam aos mais profundos medos.

Às vezes, eu rio por não ter mais opções.
Às vezes, choro por não saber o que fazer.
Às vezes, eu queria saber escolher entre o certo e o errado.

Na maioria das vezes, sinto que deveria estar longe aqui.
 
 
16 November 2009 @ 06:22 pm
fml.  
Não consigo me concentrar e tenho três provas pra fazer em 12 horas.
FML ):

eu sinceramente preciso parar com os posts toscos e breves.
 
 
08 November 2009 @ 12:42 am
Estou cansada de planejar e não cumprir. 
Não aguento os obstáculos, já não tenho forças para derrubá-los. 

Estou a um triz de desistir. 
 
 
07 November 2009 @ 05:22 pm
Apenas um rascunho; será melhorado assim que houver oportunidade. 

"Nós perdemos a esperança de tempos em tempos. A agonia dentro da gente berra para que deixemos o que mais amamos ir, porque talvez, dessa forma, não vá doer tanto - costuma ser pior quando tiram algo da gente. E dessa forma, vamos perdendo pedaço por pedaço do que nós somos, até que não reste nada. Aí, então, nós nos perdemos, nos sentimos vazios e sozinhos, porque tudo que fazia sermos amados e felizes, foi embora pelo medo inevitável de não sentir dor. 

Acontece que somos fracos demais para aguentar essa dor e desistir e fortes demais para perder essa batalha. Então, nos mantemos nessa batalha insana: nela, as carcaças vazias que nos tornamos lutam por mais um dia, por mais uma emoção, por mais um sonho.

Esses sonhos nos dão fôlego, apesar dos pesares. Eles podem nos fazer desejar coisas simples, como um sutil chocolate ou uma viagem ao exterior. Entretanto, eles nos fazem perceber o que não temos - e isso muitas vezes piora a situação. Fazem perceber que, talvez, só com uma certa pessoa, seria possível encontrar a solução para a maioria dos seus problemas. O vazio pode ser completado e a agonia pode ser jogada para longe em questão de minutos, só por estar perto. O entrelaçar dos dedos parece ser o clímax de tudo e o olho do furacão nos envolve: a calmaria reina em ambos corações mesmo enquanto tudo à volta se destrói. Isso é suficiente enquanto estiverem juntos; enquanto o mundo não for capaz de destruí-os.

Essa ânsia de se manter bem, essa ânsia de alcançar essa pessoa tão inalcançável se torna doentio e massante. A dor de saber que nunca dará certo, mantém aquecido os pesadelos favoritos de alguém. Chamamos eles de pesadelos porque eles mostram a realidade crua: nunca estaremos nos braços dessa pessoa e ela nunca poderá sussurrar as palavras de uma canção nos nossos ouvidos e nem nunca dirá "Tudo ficará bem" quando nossos olhos estiverem marejados. Por outro lado, eles são nossos pesadelos favoritos, porque apesar da dor da realidade expostas numa ilusão, por alguns minutos numa noite, nós podemos sentir o calor dessa pessoa. Podemos fazê-la dar aquele sorriso que tanto amamos e podemos causar as mesmas lágrimas que elas nos causam. Podemos discutir e dizer coisas que, se presas, nos dão nós irreparáveis na garganta. Podemos dizer o quanto elas significam para a gente e elas vão de fato ouvir. Podemos ter vínculos que sempre sonhamos ter. Podemos fazer a angústia sumir e apertar-se contra o peito, suplicando para que aquilo não acabe. Nossas fantasias serão reais. 

E o fato de ter essa pessoa por perto trás um êxtase que não trocaríamos por nada e nem evitaríamos. Nem mesmo sabendo que a dor de acordar e perceber que tudo não passou de um mero sonho-pesadelo que nós lembra as dores que sentimos, os desejos que ansiamos e a realidade dura que nos encontramos. Apesar da angústia de tudo não passar de uma ilusão, nós sempre vamos querer mais. Mais uma noite, mais um sorriso, mais uma conversa com a pessoa que faz toda essa loucura acontecer. Não trocaríamos isso por nada dessa mundo. 

São nossos piores pesadelos favoritos."
 
 
where I am: desk.
mood: okay.
listening to: ali - skank.
 
 
 
 

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